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Um domingao no covidario Heterosexual

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O primeiro sinal de que alguma coisa estava errada veio na quarta-feira, 14 de julho. Fui ao mercado, como sempre, por tr?s de duas m?scaras, uma N95/PFF2 e outra de pano por cima, mas, pela primeira vez, me senti sufocada e, no carro, tirei as duas e meti a cara na janela aberta para poder respirar direito. Atribu? ao calor. Dia seguinte, me senti cansada, mas absurdamente cansada, de perder o f?lego de ir da geladeira at? a pia da cozinha. Juntou o calor com a minha rinite de outono, ? isso...

Na sexta, comecei a ficar seriamente preocupada: levantar de uma cadeira e do sof? exigia enorme esfor?o. S?bado, 17, estava aqui sentada diante do laptop e o ar sumiu. Coisa pavorosa, falta de ar. Por alguns instantes me veio a sensa??o das minhas antigas crises de p?nico, sem ar, aquele peso no peito. E como veio, passou. De noite, assim do nada, outra falta de ar. Caramba, ser? que peguei Covid? Acordei ?s 5h08 de domingo, com nova falta de ar. De quem, diabos, peguei Covid?

No domingo ensolarado, minha amiga Ellen apareceu em casa com um ox?metro. Ambas achamos que estava quebrado, porque o tro?o n?o parava em n?mero nenhum: 88, 95, 90, 83, 92, 87, 90... Bom, fomos para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) mais pr?xima. Sinceramente, achava que seria jogo r?pido: j? tinha tomado a primeira dose da vacina, n?o tinha febre, quem sabe a forma leve da doen?a. Foi aquele domingo que teria uma madrugada gelada, lembra? Mas fazia calor e sa? de casa de jeans e camiseta... ?A senhora sobe a escada ou pega a rampa...? Rampa? Escada? Com falta de ar? Uma alma caridosa me indicou um elevador. ?Vira ? esquerda, segue o corredor e v? at? a recep??o?. ?Oi. Eu sou diab?tica e estou com falta de ar?, expliquei.

Rapidamente, me botaram numa cadeira de rodas e fui levada para a triagem, a pobre amiga tendo que fazer minha ficha. Press?o 17 X 11 (o meu normal ? 12 X 8), novo ox?metro ensandecido e l? vou eu para ala de Covid, passando por corredores estreitos abarrotados de macas com pacientes sem Covid, eu na doce ilus?o de que iam me dar algum rem?dio, fazer um RT-PCR e voltar para casa para esperar o resultado.

O covid?rio, por?m, ? espa?oso. Fui instalada numa sala ampla, com acessos para oxig?nio, dividida por um biombo e tendo do outro lado um paciente grave, deduzo, pelos bipes do equipamento que o monitora e pelas constantes idas e vindas da equipe m?dica. Para mim, de novo o ox?metro tresloucado e vamos ? anamnese. Vou respondendo n?os seguidos, menos para a pergunta ?est? vacinada??. A m?dica me diz que sim, pode ser Covid, mas tamb?m pneumonia e v?rias outras coisas (?v?rias outras coisas? sempre me assusta, porque sempre fa?o uma longa lista de neoplasias). Ent?o come?amos por term?metro, exame de sangue arterial (extra?do do meu ded?o) para gasometria.

Fico ali atenta ?s conversas e bipes do paciente grave at? que chega d. Dulcineia [todos os nomes foram trocados ao longo deste artigo], uma senhorinha com tosse e falta de ar h? nove dias. Nove. Vou acompanhando a anamnese. H? alguns anos, d. Dulcineia perdeu um rim. ?Tive uma inflama??o, meu filho, uma infec??o. Um tro?o l? e tiraram meu rim?, diz ao m?dico, enquanto me pergunto quando ? que v?o informatizar prontu?rios no SUS, onde n?o ? raro que as pessoas mais simples n?o saibam explicar o que tiveram, nem dizer que rem?dios tomam e carregam sacolinhas ou pastas pl?sticas com todas as receitas e exames.

No covid?rio n?o se entra com nada, nem bolsa, nem celular, nem sacolinha e d. Dulcineia est? aflita porque a sacolinha com seus rem?dios est? com a filha, na sala de espera. ?N?o tomei vacina, n?o, porque n?o saio de casa e fiquei com medo dos efeitos colaterais?, explica. ?Meus filhos levam tudo para mim em casa?, ela conta. Meu sangue gela. E congela quando m?dico, 8 anos de faculdade, diz: ??, d. Dulcineia, sacolinha de supermercado transmite muito a Covid, sabe??.


Sacolas doentes

Oi?????????? Tenho duas sacolas grandes em casa, cheias de sacolinhas de mercado, padaria e farm?cia e nunca nenhuma delas tossiu ou espirrou. Essa hist?ria de transmiss?o de Covid por embalagens caiu em janeiro! Perigoso ? o entra-e-sai dos filhos da casa dela! O m?dico avisa que vai precisar internar, mas antes vai fazer alguns exames e falar com a filha. D. Dulcineia come?a a chorar baixinho e me parte o cora??o. Ouve daqui, ouve dali descubro que s? as pessoas que v?o ser internadas fazem o RT-PCR e que n?o estou na lista do teste, mas na fila de espera por uma tomografia.

E vai chegando gente, como a Zelia, com sintomas h? dias e hist?rico de problemas card?acos. Teve febre reum?tica na inf?ncia e adulta, estenose mitral, com cirurgia para troca de v?lvula card?aca em 1987. Em 2001, uma estenose a?rtica e, durante a cirurgia, descobriu-se que a mitral precisa de nova troca. Passa bem de l? para c?, apesar de uma cirurgia de ves?cula agendada. N?o, n?o tomou a vacina porque teve medo que os tais ?efeitos colaterais? causassem problemas. ?Como assim??, n?o resisto e pergunto. ?Paciente card?aco, grupo de risco! Por que n?o tomou a vacina??. Ela me explica que a vizinha ?passou muito mal? depois da vacina, ficou tr?s dias de cama com muitas dores.

De repente, todos os bipes poss?veis e imagin?veis disparam atr?s do biombo, a equipe m?dica corre para atender o paciente e ou?o que ? a oitava vez que ele vai ser ressuscitado, mas desta vez n?o adianta. Os m?dicos discutem quem vai avisar a fam?lia e o pessoal do nosso lado do biombo conversa normalmente, ou porque n?o se d? conta de que algu?m ali ao lado morreu de COVID-19, ou prefere ignorar o ocorrido. S?o 16 horas e come?a a esfriar; a tonta aqui saiu de casa numa manh? ensolarada de jeans e camiseta... Algu?m sugere fechar as janelas e impe?o afirmando que vamos ficar aglomerados numa sala fechada com SARS-CoV-2 alegres e felizes circulando no local.

Rec?m-chegada, d. Gl?ria exibe sua larga experi?ncia em interna??es em hospitais p?blicos: ? bom levar travesseiro, cobertor e len?ol e combinar com a fam?lia para levar refei??es porque as do hospital s?o intrag?veis. S?o. Algu?m me levou um pote de algo com consist?ncia e apar?ncia de um mingau e uma quantidade generosa de a??car e minha glicemia batendo em 350, n?o obrigada. Mais tarde, arroz (com pedrinhas), feij?o, uma por??o de vagens cinzentas e alguns legumes. D. Gra?a tem toda raz?o, intrag?vel. Removido o cad?ver, a equipe come?a a retirar todo material que ele usava, inclusive os tubos. Todo mundo olha e desvia os olhos. Dois pacientes que est?o internados na sala do outro lado v?o ser trazidos para a ?rea atr?s do biombo, para dar lugar aos rec?m-chegados.

Eis que passa pelo corredor um senhor idoso, cal?as arriadas, camisa com bot?es nas casas erradas, todo sorridente como se desse um passeio. ?Ei! O senhor n?o pode vir aqui! Onde o sr. est???, pergunta um enfermeiro. ?Eu estou aqui!?, responde o sorridente seu Serafino, que est? sendo atendido numa das macas dos corredores e aproveitou a ida do acompanhante ao banheiro para o passeio. O enfermeiro pacientemente o leva para fora e sai em busca do local onde o paciente deveria permanecer quietinho.


Sangue no nariz

Nosso pequeno grupo ? visitado pelo enfermeiro encarregado de obter amostras para o RT-PCR, que transforma o teste, que j? ? desconfort?vel, numa sess?o de tortura: d. Dulcineia grita, batendo os p?s no ch?o desesperada com a dor, enquanto o sujeito introduz o swab (aquele cotonete comprido) numa narina e depois na outra e diz que ?precisa ser assim mesmo para extrair sangue, sen?o o teste n?o funciona?. Mo?o, se precisasse de sangue para o teste funcionar, bastaria uma amostra de sangue.

Ap?s o exame, todo mundo fica com o nariz sangrando e eu decido que se precisar colher amostra fa?o sozinha, me deem um espelho e instru??es, mas aquele cara n?o chega perto das minhas narinas! Depois do exame, Zelia, do meu lado, diz que a primeira coisa que vai fazer quando sair dali ? tomar a vacina.

?s 18 horas, nova invas?o do covid?rio. Desta vez ? minha amiga Ellen, cansada de ouvir ?aguardando exames? quando pergunta por mim e precisando ir para casa e me entregar minha bolsa, coisa que eu tinha pedido para as m?dicas horas antes. Bolsa entregue, fico imaginando quanto tempo vou ter de esperar pela tomografia. Enquanto isso, o frio aumenta e minha respira??o incomoda um pouco mais. Fico com certa inveja de uma rec?m-chegada com bolsa e celular, com tosse e diabetes que descompensou, e marido esperando por ela no carro.

Ela fala com ele no viva voz, diz que ele pode ir embora, que j? disseram que n?o ? Covid e ela s? vai esperar para ser medicada. ?Eu n?o vou embora sem voc? de jeito nenhum, meu amor. Eu vou ficar aqui esperando,? diz ele. S?o evang?licos e ela, sorrindo, me conta que s?o casados h? quatro anos e meio. ?Ele ? mais do que eu sonhei, ? atencioso, carinhoso, me apoia sempre. Eu nunca pensei que ia ser t?o feliz.? Sim, est? vacinada, mas me diz que entende que as pessoas relutem em se vacinar. ?A gente ouve e v? muita coisa contradit?ria no grupo da fam?lia, dos amigos, no trabalho e at? na TV. Foi um especialista, acho que no Datena, e disse que os efeitos colaterais das vacinas s?o muito graves? (fiquei pensando em quem teria sido o sacripanta anti-vaxx).

Ela acabou fazendo uma pesquisa na internet, achou m?dicos recomendando a vacina e desaconselhando, mas optou pela vacina e, como ela ? quem cuida da sa?de de toda a fam?lia, fez todo mundo se vacinar.

Pouco depois de ela ir embora, fazemos uma pedido coletivo por cobertores. Um enfermeiro promete tentar encontrar, d. Dulcineia e d. Gloria j? instaladas na sala do outro lado do corredor. S?o 21h30 quando me levam para a tomografia, passam por um corredor aberto para a rua de onde vem um vento polar e penso na possibilidade de escapar do hospital furtando o cobertor... E l? se vai o meu ar quando tento deitar no tom?grafo. Nova passagem pelo corredor aberto e g?lido e estou novamente no covid?rio, agora com acesso de choro. Mais duas horas de espera pelo resultado, meia-noite de domingo, sem celular, n?o vai ter t?xi, Uber ou ?nibus para me levar para casa e tudo em que consigo pensar ? numa sopa e na minha cama quentinha.


Rabo de jacar?

H? paciente novo no covid?rio, homem, 41 anos, caminhoneiro, com sintomas h? 9 dias e ? adivinhe? ? n?o, n?o tomou vacina. Colocam o paciente na cadeira ao meu lado e n?o resisto: ?Voc? n?o tomou a vacina por qu???. ?Fiquei com medo de ter algum efeito colateral na estrada?, explica. N?o fosse o acesso de tosse do sujeito e teria perguntado tipo o qu?? Fiquei imaginando o que poderia ser um efeito colateral que d? na estrada. Tontura? Convuls?o? Ficar com voz fina? Sentir crescer no traseiro um rabo de jacar?? O que diabos ser? que as pessoas fantasiam como efeito colateral da vacina?

Porque, francamente, dor no local da aplica??o, febr?cola, dor de cabe?a, dor no corpo, enjoo, cansa?o n?o impedem ningu?m de dirigir um caminh?o at? algum posto de parada. E essas rea??es, que podem ocorrer com qualquer vacina, s?o insignificantes diante da possibilidade de ter a doen?a, seja ela sarampo, gripe ou COVID-19, passar dias num hospital, ser intubado e at? morrer. Ningu?m ali era crian?a, todos adultos que tomaram vacinas na inf?ncia e at? mais. De onde, dem?nios, veio esse ?medo de efeitos colaterais?, que al?m de tudo passam em, no m?ximo, dois dias? ? no acesso de tosse do caminhoneiro, j? depois da minha terceira troca de m?scaras, que me ocorre que estou cercada de pessoas com Covid tamb?m de m?scara, mas a curta dist?ncia, que ? capaz de eu pegar o SARS-CoV-2 ali, no covid?rio.

Duas horas depois, meia-noite, tr?s m?dicos e dois enfermeiros v?m falar comigo e meu sangue gela. ?Olha, seus plm?es est?o limpinhos, sem Covid, sem pneumonia?. Mas, onde est? o mas? ?Mas eles est?o boiando num edema?. Oi? ?Olha, eu vou pressionar a regi?o do seu f?gado para eles verem?. Foi bizarro. Imediatamente apareceu um calombo cheio de ?gua no meu pesco?o. ?A senhora est? com uma enorme reten??o de l?quido e isso pode ser uma coisa muito grave, insufici?ncia card?aca congestiva?.

J? vi esse filme uns tr?s anos atr?s. Era ver?o, eu usava sand?lias e meus p?s inchados chamavam aten??o de todos os m?dicos que eu entrevistava, que vinham com a mesma insufici?ncia card?aca congestiva. ?A senhora tem um cora??o perfeitamente normal?, me disse o m?dico ap?s uma s?rie de exames. ?Deve ser microvascular?. E l? vamos n?s de novo.

? meia-noite, eu louca para ir para casa, a equipe resolve pedir um hemograma completo. Agora? N?o pediram antes? Sangue tirado, recebo de uma vez quatro inje??es de furosemida, o popular Lasix: ?Vamos secar a senhora?. Duas idas ao banheiro e eu j? conseguia respirar fundo, feliz. ?s 2 da manh?, pedem um exame de marcadores renais. ?s 3 da madrugada, todos os companheiros de covid?rio est?o devidamente instalados em seus leitos, me d?o alta e explicam que precisam achar um local para eu ficar porque, como n?o tenho Covid, n?o posso ficar ali e ser contaminada... depois de 15 horas exposta ao tal coronav?rus.


Ronco de rinoceronte

Minha confort?vel cadeira de rodas ? estacionada no longo corredor cheio de macas numa ?rea em que uma enfermeira atende aqueles que sequer a maca conseguiram. Tr?s mulheres choram baixinho e n?o demoro para saber que as tr?s sofrem de anemia falciforme, as tr?s pedem morfina e fazem uma esp?cie de disputa para ver quem sofre mais e tem mais dor. Os demais s?o pacientes com infec??o urin?ria ou crises renais. Um sujeito dorme esticado sobre tr?s cadeiras e ronca feito uma manada de rinocerontes ? se ? que rinocerontes roncam.

Fico embrulhada no meu precioso cobertor, vis?vel alvo de cobi?a, torcendo para meus dois rins n?o se assanharem pelas pr?ximas horas porque se o corredor est? daquele jeito, imagine o banheiro. Dou mais uma espiada no roncador. A mulher do meu lado me conta que, pouco antes, o dorminhoco n?o parava quieto, perturbando todo mundo. ?A? algu?m deu para ele um saco grande de salgadinhos de bacon, ele comeu tudo e dormiu?. Paciente renal comendo aquela montoeira de sal, vixi!

Cubro a cabe?a com a coberta para evitar a luz e me isolar do local e acho at? que cochilei, at? ser acordada por um estrondo met?lico e gritaria. Algu?m comenta: ?? seu Serafino aprontando de novo?. Olho para o corredor e vejo o mesmo cidad?o que invadiu o covid?rio rindo, sentado no ch?o, com a maca que desabou atr?s, e derrubou tamb?m a de outro paciente. Acompanhantes e enfermeiros correm para levantar os doentes e as macas, e limpar o ch?o onde se espalhou uma bolsa de urina. Volto a olhar para minha frente onde vejo um saco enorme de salgadinhos de bacon. ?Quer??, me oferece a gentil ocupante da cadeira ao lado. Recuso pensando no efeito de todo aquele sal em mim, a esponja humana, o edema ambulante. Olho para o rel?gio, 3h45, o tempo ali n?o passa.

L? pelas tantas, percebo movimenta??o do pessoal do hospital. Troca de turno! Se tem gente chegando, tem gente saindo! Largo o cobertor, pe?o ajuda para me levantar e a enfermeira pergunta como vou para a rua se nem consigo me levantar sozinha. ?Mas andar consigo?. Sigo pelo corredor, de jeans e camiseta, at? chegar ao sagu?o onde tem uma rampa que d? para a rua escura e gelada. N?o consigo me localizar, n?o sei em que rua sa? (o hospital fica no meu bairro!) e sigo andando por tr?s quarteir?es. Do outro lado da rua h? um ponto de t?xi vazio e logo depois uma padaria aberta. Pe?o um espresso duplo, um p?o de queijo e uma coxinha e, enquanto como, me dou conta que andei tr?s quarteir?es e n?o sinto a menor falta de ar! Quando saio da padaria, vejo um t?xi e venho para casa. Enfim!


Vacina

Passei os dias seguintes fazendo tr?s coisas: indo ao banheiro (quatro comprimidos de diur?tico por dia), observando se aparecia algum sintoma de COVID-19 e contando os dias para o 29 de julho, data da segunda dose da vacina. Outro dia frio, com um Sol que n?o esquentava nada e tome fila, com v?rios rostos e vozes de que eu me lembrava da fila da primeira dose, 6 de maio. E a mesma maluca que dia 6 dizia em alto e bom som que sabia de ?fonte segura? que centenas de pessoas tinham morrido no teste da vacina X, estava l? de novo em alto e bom som contando que sabia de fonte segura que 1.237 pessoas tinham morrido por causa da mesma vacina aqui na capital. De que twitter as pessoas desencavam essas hist?rias eu n?o sei, nem quero saber, mas elas t?m um prazer doentio em disseminar o ?que sabem de fontes seguras? e, sim, fazem um estrago danado.

Tamb?m fazem estragos os governadorezinhos que anunciam festas, carnavais, a volta do torcedor aos est?dios e ?liber?? geral quando apenas 19% da popula??o brasileira receberam as duas doses da vacina, centenas de milhares n?o aparecem pra tomar a segunda dose e semana sim outra tamb?m alguma capital interrompe a imuniza??o por falta de vacinas. Estou vacinada com duas doses, mas n?o largo minhas m?scaras e meu ?lcool gel enquanto n?o houver pelo menos 80% dos brasileiros vacinados com duas doses. Doming?o no covid?rio, nunca mais.



FONTE: revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2021/07/30/um-domingao-no-covidario

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