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Triste ironia. Masculino

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Sempre fui acusado pela minha hoje ex esposa, de infiel, de dar motivo para desconfiança, de estar a procura de outras. O estranho é que eu nunca procurei, não traí, nem física nem mentalmente. Eu não tinha interesse, por vários motivos...
Antes de falar deles, gostaria de citar que, durante a minha vida, vi pessoas próximas serem infiéis de verdade e nada acontecer com elas, muitas das vezes, seus (suas) parceiros (as) nem desconfiavam. Mas quem leva a culpa? Logo quem nunca fez.

"Auto estima."
Um dos motivos pelo qual eu não tinha interesse em trair, é a auto estima. Eu nunca me achei bonito, na verdade sempre me achei bem feio, inclusive cansei de ouvir isso das pessoas (na escola, colegas de trabalho). Foi tão difícil encontrar quem gostasse de mim, que quando encontrei e coincidentemente eu também gostei, estava feliz. Não que ela fosse perfeita, pois ninguém é, eu sempre tive consciência disso, mas me fazia feliz e era tudo que eu sempre quis.

"Traído no passado"
Já fui traído e sofri outras 2 tentativas da mesma pessoa. Teve um período em minha vida (muito antes de conhecer a mulher que se tornaria minha esposa), onde uma garota dizia que tinha interesse em mim, uma pessoa próxima, que eu até admirava. Fiquei muito feliz com aquilo, então começamos uma relação, mas não demorou muito, logo depois descobri sua traição.
Algum tempo depois do ocorrido, nos encontramos em um evento entre famílias, ela chorou e me jurou que seus sentimentos eram verdadeiros e que não houve traição. Eu sabia que era mentira dela, mas a perdoei sem reatar o namoro. Ela disse então que iria me fazer mudar de idéia sobre ela, eu então não disse nada, apenas segui com o evento. O engraçado é que no mesmo dia, ela já estava se "engraçando" com outro. Como eu já não confiava e esperava isso dela, nem me espantei.
Alguns anos depois, ela esteve em um evento na casa de um parente meu. Segundo ela, não esperava me encontrar lá. Logo foi se aproximando, falou sobre sentimentos, tentou justificar o que eu havia visto no evento anterior. Como nessa época eu vivia um momento muito complicado na minha vida, eu não consegui ficar calado, disse que não importava o que ela dissesse, não confiava mais nela. Ela me "roubou" um beijo, que embora não houvesse confiança, foi retribuído. Depois disso, me afastei de vez dela. Esse é um dos motivos pelo qual eu não concordo com traição.

"Minha namorada e a família dela"
Quando conheci a mulher que se tornaria minha esposa, tivemos um longo percurso até que nos tornássemos namorados. Nesse percurso, eu já sabia o que queria, o que sentia.
Depois disso, teve um período em que fui viver na casa dela. E pra ser sincero, de certa forma, me arrependo disso, pois foi uma fase delicada, onde foi talvez, o pivô de toda a desconfiança que aconteceu depois.
Vivendo lá, acabei convivendo com a família dela, consequentemente com as irmãs dela.
Durante esse período, houve um momento em que senti uma atração por uma delas. Porém, como eu amava a minha namorada e queria continuar com ela, além de não ter tentado nada, tratei de abafar essa atração e esquecer tudo. O problema é que minha namorada descobriu... É claro que eu tentei explicar, mas ela nunca aceitou. Depois disso continuamos, eu sempre percebia os olhares dela pra mim quando sua irmã estava no local. O que ela não entendia e não sabia (ou não acreditava) é que eu estava falando a verdade. Imagine que você está trilhando o caminho da sua vida, há momentos nela em que se apresentam bifurcações, de um lado eu escolheria continuar com minha namorada, o sentimento real dentro de mim, do outro abriria mão de tudo que aconteceu até então, desrespeitando minha namorada para me arriscar por causa de uma atração física que poderia ou não ser retribuída. É óbvio que escolhi permanecer ao lado da minha namorada, mas ela acha que em algum momento eu cogitei abrir mão dela, do sentimento que ela tinha por mim e do que eu tinha por ela, por causa da irmã. Nunca quis isso, na verdade essa é uma daquelas bifurcações da vida na qual você não se demora a decidir, é quase automática.
A convivência acabou me trazendo essa situação e não eu quem foi procurar.
Tive que aguentar indiretas e "piadinhas" dela por anos depois disso. E todas as vezes em que discutíamos, ela trazia isso pra conversa.

"A verdade."
Sabe, em todos os ambientes em que convivi, sempre deixei claro meus compromissos. Quando namorava, quando me casei, quando me tornei pai de família. Na contramão disso, sempre tive mais facilidade em ter amizades verdadeiras com mulheres, mas todas as minhas amizades podem garantir, nunca dei em cima de nenhuma delas e todas sabiam dos meus compromissos. Algumas delas até conversavam comigo, me aconselhavam sobre relacionamento/casamento e suas brigas quando eu brigava com minha namorada/esposa.
Outra coisa importante também, eu nunca fui de sair, não saia pra baladas (quando era mais novo), não ia pro "futebol"(mal sei jogar). Para se ter uma idéia, foram pouquíssimas vezes (5 no total) em que saí com colegas de trabalho para algum evento, sendo que foram 3 desde que eu comecei a namorar, desses 3, quando avisado antes, lembro de ter convidado ela 1 vez para ir junto. Nas outras duas vezes, fui pego de surpresa, mas avisei antes de ir, durante e depois (e só fui por intimação, pois não gosto). Nunca gostei muito de beber e me considero uma pessoa anti social moderado (do tipo que não gosta de festas/baladas, reuniões de parentes e mal conhece seus vizinhos), tudo que sobravam eram amizades que surgiam do ambiente profissional e olhe lá, pois como sou muito fechado, até com alguns desses amigos com o tempo fui deixando de falar.

"A ex namorada"
Tem um caso que eu ainda não citei, que é um antigo acerto de contas.
A minha primeira namorada, foi por algum tempo depois, uma amiga. Até aí tudo bem, afinal, o ex namorado dela (minha namorada/esposa) também tinham contato e eu nunca impliquei com isso, inclusive, uma vez cheguei na casa da minha futura sogra, para visitar minha então namorada e ele estava lá. Embora enciumado, confiei nela. Mas voltando... Eu e minha ex namorada que virou amiga, rompemos subitamente a amizade de forma que eu nunca entendi, tinha um grande carinho por ela e sempre quis ter uma oportunidade de conversar com ela para entender o que houve. Isso incomodava minha namorada/esposa mas sempre deixei claro o motivo do contato, até porque, mesmo que eu quisesse algo com minha ex, seria impossível pois ela havia se tornado homossexual (lésbica), meu interesse era realmente acertar as contas.

O fator "minha vida".
Eu como disse, sempre fui muito fechado, tem também a parte do "preguiçoso", então no que se tratava de rua, se não fosse para trabalhar, saídas por necessidade (mercado/ hospital e etc...) ou sair com minha namorada/esposa/família, não botava o pé pra fora de casa. Em suma, não havia motivo para desconfiança. Meus horários sempre batiam, casa > trabalho, trabalho > casa, para ser mais sincero ainda, eu sempre trabalhei em escala 6x1 e quem sabe o que é isso, sabe que mal se encontra tempo para comer, dormir e lazer. Fora que nunca tive muito sucesso em minha profissão, o que significa que nunca tive muito dinheiro. Somando a falta de tempo, com a falta de dinheiro, com os problemas normais de casal, com meus problemas pessoais, o stress que tudo isso causava, eu posso lhe garantir, que mesmo que eu fosse do tipo de homem que buscasse outras mulheres, que eu tivesse interesse nisso, que estivesse disposto a arriscar tudo que tinha conquistado até então em troca de aventura, não teria tempo, dinheiro e disposição para isso. Em suma, por não querer (afinal, mesmo no turbilhão que vivia, amava minha namorada/esposa), por não achar certo, por falta de interesse, tempo, dinheiro e disposição, nunca fiz.
Sem contar que ao longo desses anos em que vivemos juntos, ambos abrimos mão de várias coisas em troca do nosso casamento. Eu sempre estive ao lado dela quando precisou, as vezes até quando ela não concordava, muitas das vezes me antecipava para ajudar, afinal, isso é o que se faz quando se ama. Fora isso, foram inúmeras demonstrações de amor das quais nenhuma ela reconhece.

Ela.
Finalmente chegou a hora de falar dela.
Tenho que reconhecer que ela teve paciência comigo porque não sou fácil, mas ela também nunca foi, aliás, quando terminamos, da minha parte não era por não amá-la, muito pelo contrário, aprendi a aceitar a pessoa difícil que ela era, mas precisava de um tempo para me encontrar, estava vivendo talvez o pior momento da minha vida.
Então com isso, eu percebi que ela pode ter vivido ao meu lado, mas nunca esteve realmente comigo, pois nunca me apoiava em nada, nunca concordava em nada comigo. Tudo que eu contasse a ela das coisas que aconteciam comigo no dia a dia, ela me julgava mal, as vezes até defendia quem ela nem conhecia. Como se eu nunca estivesse certo. Que por sinal, embora pareça clichê, em todas as discussões, ela sempre se achava certa, na razão. Nunca pediu desculpas ou reconheceu que errou (e ela defende isso até hoje).
Sem contar que todos os dias tinha reclamações, mesmo quando estava tudo bem e não haviam problemas.
Ela dizia que eu não prestava atenção nela, nas coisas que ela me contava, mas sempre era surpreendida pela forma como eu me lembrava (até de detalhes) de tudo que ela me contava.
Em todas vezes em que nós brigávamos, mesmo quando eu estava certo, quem corria atrás era eu. E eu considero isso uma das várias provas de amor que dei ao longo desses anos, pois quando se ama, mesmo quando se está certo, colocar a relação e o outro acima disso, deixar o orgulho de lado em prol da relação é uma demonstração de amor. Tanto, que fosse esperar isso dela, não teríamos nem começado.
Só que fazer isso sempre, começa a ser desgastante, você começa a se questionar se a pessoa realmente te ama, afinal, ela nunca abre mão do orgulho (mesmo quando está errada), por você.
Com todos os problemas normais me atingindo ao mesmo tempo, entrei numa crise profissional, conjugal e pessoal absurda, prestes a surtar... Resolvi tomar uma decisão. Não iria mais atrás dela. Ironia do destino, foi só eu parar de correr atrás dela, que esse casamento terminou. É como segurar tudo sozinho, ser o único pilar da relação...
Quantas vezes, quantas pessoas, quantos momentos eu abri mão por acreditar que quem estava do meu lado, estava por querer, por me amar. Até contra minha mãe eu fui, por acreditar na mulher ao meu lado.
Tenho parte da culpa? Claro. Teve o episódio com a irmã dela, o fato de eu ter mais facilidade em ter amizades com mulheres, o contato com a ex namorada, minhas poucas saídas, o fato de eu ser preguiçoso e o fator de eu ter tentado me valorizar mais.

O pior é que estamos separados, a menos 10 meses, o amor que ela dizia ter por mim era tão grande, que ela já arrumou outro, o engraçado é que ficamos a pouco tempo, ou seja, ou ela me traiu, (pois ainda amava ela até descobrir a traição, também pelo fato de nem termos nos divorciado e por ser recente essa separação), ou ela traiu ele (por ter ficado comigo depois de assumir algo com ele).
Ela mesma confessou e pra variar, queria ter razão e justificar o erro dela com as suspeitas ao meu respeito.
A ironia disso tudo é que sempre fui acusado de infiel, de dar motivo para desconfiança e no fim a traíra é ela.
Aprendi uma coisa, desconfie de quem não tira isso da cabeça, desconfie de quem não para de falar ou até de te acusar disso. Pois se pra ela isso sempre pode ser possível, pode ser que quem faça seja ela (a pessoa que desconfia).

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Texto desabafado por Whatever , em Quarta, 30 de Setembro de 2020
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