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Amor, abuso, aceitação e bullying Gay Feminino

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Olá! Eu sou uma menina de dezessete anos, e eu vou desabafar sobre duas coisas. Bem, eu sou uma pessoa relativamente fechada, então, a dúvida sobre mim mesma foi tamanha que eh fui parar num site de confissões anônimas. Quem diria, né?

Ok, introduzindo tudo: Bem, acontece que um raio colorido caiu em mim, e eu sou homossexual. Você deve estar pensando “Ah, você é tão novinha, ainda é um feto, deve ser só uma fase”, porém, entre todas as minhas paixões – incluindo as paixonites infantis que você provavelmente teve pela primeira série – todas foram meninas. E antes que você diga algo, não, eu não escolhi nascer assim, e não tenho problema com isso. Agora, enfim, vou apresentar aqui os motivos que eu vim para cá.

Tópico 1: Amor, Crush, e namorado abusivo

Bem, acontece que, eu tenho uma amiga que é pansexual (Se sente atraída a todos os gêneros), com inclinação para garotas, e eu estou apaixonada por ela. Acontece que, entre nós duas, há uma grande muralha: Ela namora. E se fosse só isso estaria tudo bem. Porém, ela namora um cara completamente abusivo, que a xinga, humilha, e já até a agrediu fisicamente. Acontece que todo o grupo de amigos implora para ela terminar com ele, mas ela diz que o ama e que não consegue. Eu até ameacei contar para os pais dela, mas ela ameaçou cortar contato comigo se fizesse isso, e insistiu que seria pior para ela. Mesmo sabendo que isso seria o pior, eu ainda não quero perder de jeito nenhum a amizade dela, ela é importante demais para mim, mas...Eu tenho medo por ela. Ela é muito ingênua, sabe? Ela acredita em qualquer coisa que o namorado a diz, incluindo que ela é feia, inútil, e que é um peso na vida de todo mundo. Isso entrou completamente entrou na cabeça dela, e é praticamente impossível de tirar. Às vezes achamos que ela está meio...Depressiva. Eu tenho um amigo que diz para deixarmos ela, porque segundo ele “Já já ela percebe”. Mas não dá para simplesmente ignorarmos o sofrimento dela, ao menos para mim. Eu amo ela demais, e quero o bem dela, mas não quero me distanciar. Eu só queria achar uma forma de poder fazer ela abrir os olhos, e ver que ele não está fazendo bem a ela. Eu me lembro que um dia ela chegou no colégio toda machucada. Os braços, pernas e queixo estavam cheios de hematomas, e o lábio dela estava machucado e inchado, além do rosto dela estar todo vermelho. Eu quase chorei em ver ela assim. Isso chamou mais atenção porque, naquele dia tinha educação física, e os alunos não podiam usar casaco ou calça, ou seja, deu para ver bem claramente. Enfim, todo mundo, até a diretora, ficou preocupado. Mas no fim das contas, ela usou a mesma desculpa que usa quando chega em casa assim para os pais: “Estava jogando handebol, por isso voltei machucada.”. Eles chegaram á proibir de jogar por causa disso! Mas voltando à história, um tempo depois, no intervalo, ela veio até a gente e contou em lágrimas o que tinha realmente acontecido. O namorado tinha a batido depois de uma briga idiota. Eu ouvi isso totalmente chocada, eu queria chorar junto com ela, a abraçar, a beijar e dizer que estava tudo bem. Ela é muito inocente e frágil num geral, e conhecendo ela por anos, eu sei que ela não se separaria dele tão facilmente. O cara já bateu ela em público (Eu não vi, mas minha amiga viu) também. Eu cheguei num ponto que estou mais preocupada com a vida e saúde mental dela do que comigo mesma. Claro que eu adoraria roubar uns beijos e namorar com ela, mas nesse ponto, tem coisas mais sérias para serem resolvidas. Eu quero ajudar, eu amo muito ela, mas não importa quanto eu fale, ela nunca me escuta. O que eu faço?

Tópico 2: Aceitação

Meus pais têm consciência da minha sexualidade. Eles reconhecem que vai ser uma estrada difícil, mas não tem problemas com isso. Eu acho que essa segurança toda que eles me deram, me fez acreditar que a maioria também iria conviver com isso normalmente, respeitando – mesmo se não gostassem. Porém eu descobri que infelizmente nem todos são bem educados. Vamos começar no colégio: Ano passado, eu tinha uma amiga, com quem eu estava começando me aproximar. Então, estávamos falando sobre sexualidades, e eu contei que eu era lésbica. No dia seguinte, ela quase não falou comigo, e cada dia se distanciava mais. Eu tinha a suspeita que fosse por conta disso, mas, nada concreto. Tudo só piorou quando, do nada, pessoas começavam a me incomodar por conta disso. Pequenas zoações, cochichos e apelidos. Eu sentia um rancinho dentro de mim, porque sabia que tinha sido aquela menina que tinha espalhado coisas sobre mim, mas, eu não me importava tanto. Eu aguentava estavelmente por aí, até que um menino levou a outro nível, e inventou um boato completamente nojento dizendo que eu assediei a professora de geografia. Por sorte, o boato não foi por muito longe, porém isso me deixou completamente horrorizada e chocada, assim, decidi ir falar com a psicóloga do colégio, que ignorou completamente o problema, e disse que isso era normal, o que me deixou decepcionada e com raiva. Por sorte minha, não dela, o caso foi parar na diretoria, e a mulher rapidamente foi despedida. O garoto foi suspenso, porém, os boatos, xingamentos e cochichos não pararam. Por eu ser já conhecida como a “sapatão” do colégio, e ser bem próxima da minha amiga do relato anterior (Temos aquela amizade cheia de abraço, contato, beijos, sabe?), isso passou para ela também (A maioria não sabe do namoro dela com o boy lá), que realmente se incomoda com tudo isso. Também tem, na família, gente me evitando por conta disso. Alguns são diretos o suficiente dizendo que eu deveria ter vergonha na cara, ou ir para a igreja que passava. Eu pessoalmente acho isso desrespeitoso e invasivo. Mas e aí? Devo reportar isso de novo? O que eu faço com essas pessoas? Às vezes eu chego a me perguntar se eu deveria ter tido “vergonha na cara” mesmo, e parar de esperar que as pessoas me respeitem. Eu deveria?

Obrigada pelo tempo, e se não for incômodo, se possível responda minhas dúvidas/perguntas, eu ficaria eternamente agradecida! Boa madrugada, galera!

Texto desabafado por Gyul89 , em Domingo, 24 de Junho de 2018
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